Reboot

by Miguel Romão

E eis que, subitamente, regressa a vontade de publicar.

Se nos últimos tempos tenho guardado as palavras para consumo privado, neste momento é-me difícil não largar o bitaite nos confins da blogosfera. Vivemos tempos interessantes. Eu, pela circunstância de já ter completado meia licenciatura (enquanto o diabo esfrega um olho…), mas também o país e o mundo. Da Primavera Árabe pouco ficou, agora a Crise, essa sim, vai deixar marca.

É que acontecimentos destes numa altura importante da nossa vida, em que nos começamos a definir enquanto pessoas, interferem na nossa forma de olhar o mundo. E no caso da minha geração pode até ter um efeito positivo: o de nos tornar mais ‘terra-a-terra’, mais cientes do mundo que nos rodeia e de como ele está a mudar rapidamente, afastando-se cada vez mais daquele que os nossos pais nos deram a conhecer.

É por isso que, apesar das más notícias serem uma constante, já nem lhes damos grande importância. Estamos à beira de começar a vida activa. Somos jovens, estamos cheios de força,  cheios de pujança. Se nos formos agora abaixo, nunca mais nos endireitamos. Temos a vida inteira à nossa frente e o Mundo à nossa espera. E é esta crise que nos vai obrigar a ser, para sobrevivermos, a melhor geração de sempre, a geração Resiliente.

Cores claras. Tranquilidade. Abertura. Está dado o mote. Boas leituras.

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