Caprichos

by Miguel Romão

Nos tempos que correm, e até por solidariedade para com quem não tem tais oportunidades mas que aproveitá-las-ia se as tivesse, devemos agarrar a primeira coisa que nos surge. Infelizmente, acho eu, tem sido difícil para mim aceitar tal ideia. Resignar-me ao facto que o meu destino não está nas minhas mãos mas nas da sorte. Custa muito. Para agravar a situação, fico sem saber afinal qual o meu lugar: na terra que me viu crescer ou na cidade onde mais cresci? Inclusivamente, meti na ideia que quero estudar algo em que possivelmente nem me vejo a fazer carreira – apenas por “realização pessoal”. Serei normal?

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